Por Esequias Caetano
Situação comum em bairros afastados do centro da cidade expõe ciclistas e motoristas a sérios riscos de acidente. A chamada "rabeira", em que um ciclista se agarra a um ônibus e é puxado por ele para facilitar o deslocamento em ruas com relevo acentuado, tem se tornado uma prática da vez mais frequente entre nossos jovens.
Em um passeio pelas avenidas Afonso Queiroz e Fátima Porto dois ciclistas foram flagrados fazendo "rabeira", e na Rua Teófilo Otoni, um terceiro ciclista foi fotografado cometendo no ato.
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| Rabeira em Ônibus da Pássaro Branco. Foto: Esequias Caetano. |
A viação Pássaro Branco foi procurada pela Folha Triângulo para a obtenção de mais informações a respeito, mas até o fechamento da reportagem, não haviam atendido nenhuma das quatro chamadas realizadas. O Cabo Roselena, da assessoria de comunicação da Polícia Militar, explicou que na maior parte das vezes os motoristas sequer percebem o que está acontecendo e ficam impossibilitados de tomar qualquer atitude. A agente informou ainda que a polícia patense não possui estatísticas do número ocorrências envolvendo o comportamento, embora seja considerado arriscado pelas autoridades e deva ser desestimulado.
O principal risco da "rabeira" é a perda de controle da bicicleta, que pode resultar em queda e até atropelamento. Os jovens, porém, consideram-no irrelevante ou até inexistente. É o caso de M., 16, que diz ter bastante cuidado ao pegar "carona" e só fazer isso quando o ônibus está em baixa velocidade e na subida. Segundo explica, com o veículo devagar é possível se proteger caso aconteça algum imprevisto.
Um adolescente de 14 anos, da cidade de Ribeirão Preto - SP, também pensava assim. De acordo com uma reportagem do Portal G1, o adolescente aguardava a passagem de um ônibus no canteiro central da Av. Avenida Ivo Pareschi, Zona Oeste da cidade, e quando o veículo passou, ele "tentou segurar para pegar a rabeira, mas a mão dele escorregou. A bicicleta prendeu a frente na roda no ônibus e jogou o corpo dele pra frente... ônibus passou com a roda traseira em cima da cabeça da vítima".
A cada tentativa em que o jovem consegue "pegar a rabeira" sua autoconfiança é fortalecida, e como consequência disso, adquire mais certeza e mais segurança de que nas próximas vezes também irá conseguir. O problema é que, se não der certo, pode ser fatal. Casos como o de Ribeirão Preto são frequentes. Não é atoa que diversos municípios brasileiros tem implantado políticas de segurança na tentativa de coibir a prática da "rabeira".
Publicado em 17/11/2014 às 19:00
Última atualização em 17/11/2014 às 19:07.
O principal risco da "rabeira" é a perda de controle da bicicleta, que pode resultar em queda e até atropelamento. Os jovens, porém, consideram-no irrelevante ou até inexistente. É o caso de M., 16, que diz ter bastante cuidado ao pegar "carona" e só fazer isso quando o ônibus está em baixa velocidade e na subida. Segundo explica, com o veículo devagar é possível se proteger caso aconteça algum imprevisto.
Um adolescente de 14 anos, da cidade de Ribeirão Preto - SP, também pensava assim. De acordo com uma reportagem do Portal G1, o adolescente aguardava a passagem de um ônibus no canteiro central da Av. Avenida Ivo Pareschi, Zona Oeste da cidade, e quando o veículo passou, ele "tentou segurar para pegar a rabeira, mas a mão dele escorregou. A bicicleta prendeu a frente na roda no ônibus e jogou o corpo dele pra frente... ônibus passou com a roda traseira em cima da cabeça da vítima".
A cada tentativa em que o jovem consegue "pegar a rabeira" sua autoconfiança é fortalecida, e como consequência disso, adquire mais certeza e mais segurança de que nas próximas vezes também irá conseguir. O problema é que, se não der certo, pode ser fatal. Casos como o de Ribeirão Preto são frequentes. Não é atoa que diversos municípios brasileiros tem implantado políticas de segurança na tentativa de coibir a prática da "rabeira".
Publicado em 17/11/2014 às 19:00
Última atualização em 17/11/2014 às 19:07.


